Wednesday, March 21, 2007

O Orkut é pequeno entre os sites de redes sociais no mundo

De acordo com um estudo feito pela Hitwise, uma empresa de inteligência online, os sites de social networking tiveram um aumento de 11.5% entre apenas janeiro e fevereiro deste ano e representam 6.5% de todo o tráfego da internet mundial.

Muitos brasileiros pensam que o Orkut é a maior sensação da internet. Mas, de acordo com o estudo, o Orkut - ambiente dominado pelos brasileiros, mesmo não administrado por uma empresa brasileira - está em 14º lugar entre os sites de social networking.

Estar tão cheio de usuários que falam português de certa forma prejudica o Orkut, que não pode competir com outros websites com usuários de todos os lugares do mundo, que se sentiriam desconfortáveis com uma comunidade que só conversa em português. Por este ponto de vista, o YouTube foi o primeiro website onde os brasileiros conseguiram ficar harmonia com os outros usuários.

Mais no blog da ZDNet: Social network traffic up 11.5 percent; MySpace still dominates.

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Site da Hitwise.

SMS, alterantiva ao e-mail marketing

Todos os dias ao abrirmos nossos e-mails somos inundados por mensagens não solicitadas, mais conhecidas por spam. Estamos exaustos de receber este tipo de comunicação que além de não ter sido solicitada toma nosso tempo para restaurar a caixa de entrada.

Mas não confunda spam com e-mail marketing, pois o segundo é uma comunicação que nos cadastramos para receber. O e-mail marketing é mais comum em sites de notícias e e-commerce onde durante o cadastro solicitamos que o site nos envie noticias sobre temas específicos que realmente nos interessam. Porém, mesmo o e-mail marketing está gerando uma certa saturação, pois quando o veículo passa muitos e-mails com pouca relevância sejam promoções mal segmentadas de um site de e-commerce ou notícias que não nos interessam ele acaba gerando o mesmo problema de limpeza da caixa de entrada.

Outra forma de enviar mensagens para os consumidores, ainda pouco explorado no Brasil, é o SMS, envio de mensagens instantâneas enviadas pelo celular.

Muitas pessoas ficam “felizes” ao receber um SMS. Ao contrário de um e-mail, a “caixa de entrada” de mensagens SMS das pessoas ainda não está saturada (não necessariamente de apenas SMS marketing, como também de mensagens pessoais).

Vale lembrar que a permissão por parte do usuário para receber as mensagens é um item essencial.

Hoje o celular faz parte do vestuário de uma pessoa; o Brasil alcançou a cifra de 100 milhões de celulares. Ou seja, ninguém sai de casa ou vai para algum lugar sem ele. O celular é mais próximo do que o e-mail.

Muitas empresas ainda não exploram o SMS porque não sabem que o envio de mensagens não édifícil. Um pequeno aparelho que possui um chip de telefonia celular é conectado a um ERP ou algum outro sistema empresarial e utiliza a própria database do sistema, para envia mensagens para qualquer grupo de clientes em pouco tempo.

O custo, ao contrário que muitos pensam, não é muito elevado. A TIM, por exemplo, possui um cartão com 200 torpedos que custa apenas R$ 10,00, ou seja, R$0,05 por torpedo enviado. Diferente de uma mensagem enviada de celular para celular, que tem custo médio de R$ 0,35 por “torpedo”.

Conheço uma empresa de produz testes e vacinas de alergia e tem como clientes médicos e seus pacientes. Através de seu banco de dados interligado, este aparelho SMS avisa quando o cliente vai receber a mercadoria; comunica quando ela foi postada para envio por transporte aéreo ou terrestre; que deve agendar nova consulta com seu médico para continuar o tratamento e não interromper o ciclo da vacina de alergia, pois são tratamento específicos e de longa duração.

Tudo acontece de maneira personalizada, com o nome do cliente e frases curtas e direcionadas. Para o médico a empresa envia informações sobre o envio de mercadorias, “reminders” para o pagamento ou até um “feliz dia dos médicos”, que ajuda no dia-dia e fideliza o cliente. A empresa recebeu muitos feedbacks positivos de seus clientes, o que mostra o sucesso da nova tecnologia.

Como qualquer serviço, o SMS também possui suas desvantagens, como a limitação de 145 caracteres por mensagem. Possui também leis mais rígidas de privacidade, que devem ser respeitadas. Ao enviar um SMS ao seu cliente (sempre consentido), a mensagem deve ser amigável e pertinente - contendo algo que o cliente deseja receber e no qual está interessado.

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In-text ads ainda longe da perfeição

Todos conhecem os links patrocinados encontrados em buscadores como Google e Yahoo. O anunciante nesse tipo de propaganda paga por clique e trabalha com características distintas em relação a outros tipos de propaganda online, pois a exibição dos anúncios está relacionada às buscas realizadas.

Uma variação dos links patrocinados contextuais produziu o “in-text advertising”. In-text ads são compostos de palavras dentro de um texto, que pode estar em um blog, por exemplo.

Normalmente quando pensamos em uma combinação entre os serviços, pensamos em melhoria e inovação. Porém, os in-text ads não estão fazendo muito sucesso em relação aos links patrocinados. Particularmente, considero que os in-text ads dificultam a leitura do texto e incentivam o usuário a clicar no link, quando este pode desejar mais informações sobre a palavra (como no Wikipedia) e não comprar um produto relacionado a ela.

O problema principal é a segmentação. Um caso comum nos in-text ads acontece quando estamos lendo um texto sobre “baladas”, por exemplo, e o texto possui um in-text ad na palavra “ingresso” - porém o link leva para um site de ingressos para jogos de futebol.

Outro dia, ao ler notícias, o texto tinha palavra “cadastro” - que levava a um site de empregos. Em outra situação, a palavra era “América” e conduzia a uma empresa aérea. Nestes casos claramente a segmentação do link não estava relacionada à matéria que o usuário estava lendo.

Palavras muito genéricas normalmente não funcionam ou dificilmente são relacionadas com o artigo em questão. Algumas palavras funcionam melhores do que outras: a palavra “banda-larga”, por exemplo, normalmente é comprada por empresas de serviços de banda-larga. Neste caso o leitor de um artigo sobre as vantagens de possuir banda-larga potencialmente poderá estar interessado em adquirir o serviço.

Ainda estamos engatinhando nesse novo tipo de propaganda online. Talvez algum dia possamos segmentar os links dinamicamente para que sejam melhor relacionados aos textos que o usuário está lendo. Deste modo, mesmo que dificultem a leitura, encontrariam mais pessoas potencialmente abertas aos produtos oferecidos.

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Nos EUA, os quatro grandes recebem metade da propaganda online

De acordo as estimativas do eMarketer, no ano passado houve um grande aumento na receita dos quatro maiores portais norte-americanos vinda propaganda online.

Os quatro grandes são Google, Yahoo, AOL e MSN, respectivamente. As estimativas surpreendem ao mostrar que 57.4% de todo o investimento de propaganda online nos Estados Unidos é direcionado para esses portais.

Houve também, segundo o estudo, um aumento de 53% na receita do Google entre 2006 e 2007 vinda de anúncios.

Por fim o estudo ainda mostra que os quatro grandes possuem mais de 100 milhões de unique visitors mensais.

Estes números servem de certa medida como parâmetro para os anunciantes brasileiros, mesmo que os quatro grandes aqui não sejam necessariamente os mesmos de lá.


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